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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Senador italiano compara ministra negra a orangotango

Da AFP – 14/07/2013

Um senador do partido da Liga do Norte comparou Cecile Kyenge, primeira ministra negra da história da Itália, a um orangotango, o que provocou a reação do chefe de Governo, Enrico Letta.
No sábado, dia 13, durante uma reunião de seu partido em Treviglio (norte), o senador Roberto Calderoli, conhecido por suas declarações polêmicas, declarou que a ministra de origem congolesa, Cecile Kyenge, "faz bem de ser ministra, mas deveria o ser em seu país (...) Eu me consolo quando navego na internet e vejo as fotos do governo. Adoro animais (... ), mas quando vejo imagens de Kyenge, não posso deixar de pensar em suas semelhanças com um orangotango, mesmo que eu não diga que ela seja um deles".
Essas declarações imediatamente repercutiram nas redes sociais, provocando uma onda de indignação.
No domingo, dia 14, em um comunicado oficial, Enrico Letta reagiu pessoalmente: "as palavras que apareceram hoje na imprensa e atribuídas ao senador Calderoli sobre Cecile Kyenge são inaceitáveis e ultrapassam qualquer limite".
Em um comunicado, ele também expressou "sua plena solidariedade e apoio à Cecile". O presidente do Senado, Pietro Grasso, exigiu desculpas formais de Calderoli. Cecile declarou neste domingo à agência de notícias Ansa que "não toma pessoalmente as palavras de Calderoli, mas elas me entristecem por causa da imagem que dão à Itália". "Eu acredito que todas as forças políticas devem considerar o uso que fazem da comunicação".
Em 2006, Calderoli precisou renunciar sob o governo Berlusconi após se exibir com um camiseta anti-islã sobre Maomé.
Desde sua nomeação, Kyenge precisou enfrentar várias manifestações hostis por parte da Liga do Norte, um partido aliado ao Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi.
Desde sua posse, no final de abril, a ministra foi alvo de agressões verbais e até ameças de morte postadas em sites racistas e em sua página oficial no Facebook.


OEA condena tratamento dado a Morales e exige desculpas de europeus

Da Carta Capital – 10/07/2013


A OEA aprovou na terça-feira 9, em Washington, uma resolução em que condena o incidente com o presidente da Bolívia, Evo Morales, e apela para que Portugal, França, Itália e Espanha apresentem explicações e peçam desculpas.
A resolução foi aprovada por consenso, mas EUA e Canadá expressaram sua oposição explícita em uma nota de pé de página do documento. Os dois países consideram que as circunstâncias do incidente diplomático com Morales ainda não foram esclarecidas e que o assunto deveria ser tratado bilateralmente entre a Bolívia e cada um dos países europeus envolvidos.
No dia 2 de julho, Morales permaneceu 13 horas no aeroporto de Viena porque França, Itália e Portugal não concederam, ao avião do presidente, permissão para atravessar os respectivos territórios, por suspeitarem que transportava o ex-consultor da CIA Edward Snowden, procurado pelos Estados Unidos e acusado de violar a lei de espionagem americana por ter vazado informações secretas sobre esquema de vigilância da Agência Nacional de Segurança (NSA) do país para a imprensa.
O documento final da OEA "condena as ações que violam as normas e princípios básicos do direito internacional, como a inviolabilidade dos chefes de Estado".
Morales acusou ainda a Espanha de ter revogado a autorização inicialmente concedida para o seu avião sobrevoar o território espanhol e de tentar, por meio do embaixador espanhol em Viena, inspecionar o avião presidencial boliviano. O governo espanhol negou que a Espanha tivesse proibido o sobrevoo e afirmou que não tem qualquer problema em pedir desculpas se houve um mal-entendido.
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afirmou na terça-feira no Parlamento que o seu governo autorizou o sobrevoo em território nacional do presidente da Bolívia.
"Portugal autorizou o sobrevoo do Falcon do presidente Morales no território nacional. Não só autorizou como na verdade o avião do presidente Morales passou no espaço aéreo português, entrou na zona do Alentejo, até o espaço aéreo de Porto Santo", declarou Portas.
O embaixador da Itália na OEA, Sebastiano Fulci, considerou inaceitável a menção a seu país na resolução, após ter solicitado a sua retirada argumentando que seu caso não tem nada a ver com o dos outros países. "A OEA se transformou em tribunal que julgou a Itália como culpada, sem provas, sem escutar o que dissemos. Acho que é muito grave, o vou tratar com meu governo e acho que vai ter alguma reação", disse Fulci.


domingo, 30 de junho de 2013

União Europeia define pacote para combater desemprego juvenil no bloco

Da Agência DW – 28/06/2013

Após mais de oito horas de discussão, os países membros da União Europeia chegaram a um acordo de última hora sobre o orçamento europeu para os próximos sete anos, na madrugada de sexta, dia 28, em Bruxelas. O encontro decidiu onde será aplicado quase um trilhão de euros entre 2014 e 2020. Uma das principais metas do grupo é o combate ao desemprego entre jovens.
Seis bilhões de euros serão investidos nos próximos dois anos na geração de empregos destinados a jovens. O programa é uma espécie de "garantia jovem" e estimula a inserção deles no mercado de trabalho no prazo de quatro meses após o término de cursos de formação ou a perda do emprego. Além disso, pequenas e médias empresas receberão créditos com juros baixos para estimular a criação de novas vagas.
Os seis bilhões de euros deverão ser investidos já nos próximos dois anos para que a "garantia jovem" seja efetiva desde já e não gradualmente até 2020. Mais dois bilhões de euros deverão ser disponibilizados com dinheiro de orçamentos nacionais e que não é usado pelos países membros da UE. Essa soma adicional faz parte da nova flexibilidade decidida no orçamento da UE.
"O desemprego não será resolvido da noite para o dia", disse o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Mas, segundo Rompuy, a decisão mostrou que os líderes europeus consideram o desemprego "uma responsabilidade econômica, social e política conjunta."
O desemprego juvenil recebeu atenção especial em meio a temores de que uma "geração perdida" esteja sendo criada. Na Europa, cerca de 5,6 milhões de pessoas com menos de 25 anos estariam sem emprego. Na Espanha, a taxa de desemprego atinge 56% e, na Grécia, 63%.
"Nós precisamos criar empregos para as pessoas. E nós não devemos prometer coisas falsas. Vai ser preciso algum tempo para que a maioria dos jovens seja inserida no mercado de trabalho", disse a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel.
Além do pacote de bilhões de euros para combater o desemprego juvenil, a União Europeia deverá reforçar as instituições do bloco para ajudar a empregar a população mais jovem. Organizações para a mediação de vagas precisam funcionar melhor, sublinharam os líderes reunidos em Bruxelas.

Valor pode ser usado em outros projetos
O presidente do Parlamento europeu, Martin Schulz, disse que ficou contente com a decisão de que todo o valor orçamentário será aplicado integralmente. Até o momento, caso a quantia anual prevista não fosse gasta, ela voltava para os países que contribuíram para orçamento – ou seja, 55 bilhões de euros foram devolvidos para os países membros nos últimos sete anos.
O programa de sete anos decidido esta semana prevê uma mudança nessa condição. O dinheiro que sobrar no final do ano pode ser utilizado nos anos seguintes e investido em novos projetos. Dessa maneira o programa se torna mais flexível, segundo Schulz.
"Ficou garantido pela legislação que o próximo Parlamento e Comissão Europeia serão obrigados a analisar e mudar o orçamento de sete anos. Isso representa um grande avanço que nós alcançamos", declarou Schulz. No final de 2014, após as eleições do Parlamento europeu e do novo presidente da Comissão, o orçamento deverá ser reavaliado.


http://www.dw.de/uni%C3%A3o-europeia-define-pacote-para-combater-desemprego-juvenil-no-bloco/a-16913399

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aos 87 anos, morre Margaret Thatcher, a mãe do neoliberalismo

O Povo - 09/04/2013

Os três mandatos consecutivos de Margaret Thatcher (1925-2013) foram um laboratório para o mundo. De 4 de maio de 1979 a 22 de novembro de 1990, a britânica de Grantham, que morreu ontem de derrame cerebral, pôs em prática o neoliberalismo que iria se espalhar pela América Latina nos anos 1990 e atingir o Brasil.
Por isso, mesmo de extração conservadora, ela é considerada por muitos como uma figura inovadora - e extremamente controversa. Quando assumiu o cargo de primeira-ministra, a economia inglesa cambaleava. Vinha de um modelo que havia dado certo por muito tempo, mas já dava sinais de “esgotamento”: fortes investimentos públicos, em obras e seguridade social, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O novo liberalismo opunha-se a esse Estado de bem-estar social. A ideia, então, era aplicar austeridade nos gastos do governo, além de cortar impostos e taxas, para que a iniciativa privada inglesa pudesse acabar mais lucrativa e menos regulada. Nessas mudanças também, muitas empresas públicas - como abastecimento de água, eletricidade e ferrovias - foram privatizadas, desregulamentando a força e o papel do Estado.
O resultado foi uma quebradeira de empresas, disparada do desemprego e da inflação. Não à toa, em dezembro de 1980, Thatcher viu sua popularidade atingir níveis alarmantes: 23%. Mas a disputa com a Argentina pelas Ilhas Malvinas, em 1982, às vésperas da eleição, fizeram o fervor nacionalista inglês pender em prol da primeira-ministra.
Reeleita, aprofundou as reformas. Foi nesse período que saiu das mãos do Estado a maioria das indústrias. “Essa diminuição do Estado no sentido social vem com um processo de liberalização das relações trabalhistas, inclusive com polícia na rua contra reivindicações sindicais”, afirma o professor do departamento de Teoria Econômica da Universidade Federal do Ceará (UFC), André Ferreira.

Morre Margaret Thatcher, ícone de ferro do liberalismo


Da Veja – 08/04/2013

Primeira-ministra da Grã-Bretanha por quase 12 anos, ela encolheu o governo e recuperou a prosperidade do país com uma receita admirada em todo o mundo

Os soviéticos a apelidaram de “Dama de Ferro”. O ex-presidente americano Ronald Reagan a chamou de “o melhor homem da Inglaterra”. O socialista francês François Mitterand a definiu por seus “olhos de Calígula e lábios de Marilyn Monroe”. Na ficha de seleção para um emprego, ela foi rejeitada por ser “teimosa, obstinada e perigosamente dona de opiniões próprias”. Margaret Thatcher, primeira-ministra da Grã-Bretanha que mais tempo permaneceu no cargo no século passado, morreu nesta segunda-feira, aos 87 anos, deixando um papel bem definido na história: o de líder da revolução liberal que, na década de 1980, desmontou programas sociais deficitários, cortou impostos e gastos públicos, privatizou estatais perdulárias e tirou da paralisia a economia britânica para, depois, se espalhar pelo mundo. A causa da morte da ex-premiê, segundo seu porta-voz, lorde Bell, foi um derrame cerebral.

Presidente da Nestlé diz que água deve ser privatizada


Do Brasil de Fato – 24/04/2013

Peter Brabeck-Letmathe, um empresário austríaco que é presidente do grupo Nestle desde 2005, afirma que é necessário privatizar o fornecimento da água. Isso para que nós, como sociedade, tomemos consciência de sua importância e acabássemos com o subpreço que se produz na atualidade.
Palavras sujas que provocaram estupor, sobretudo quando se tem em conta que a Nestlé é a líder mundial na venda de água engarrafada. Um setor que representa 8% de seu capital, que em 2011 totalizaram aproximadamente 68,5 bilhões de euros.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Brasileiros em Portugal são mais jovens do que a população portuguesa e os demais estrangeiros


Da Agência Brasil – 22/04/2013

Os brasileiros formam a mais numerosa comunidade de estrangeiros em Portugal, de acordo o Censo Populacional 2011. De cada quatro estrangeiros residentes no país, um era brasileiro – um total de 109.787. Dados divulgados na sexta-feira, dia 19, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), órgão equivalente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a população brasileira residente em Portugal cresceu mais de 240% na década passada.
No dia 22, 513 anos após a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, Portugal celebra a data com o Dia da Comunidade Luso-Brasileira. Segundo estatísticas oficiais, há mais brasileiras (58%) do que brasileiros morando em Portugal e a maioria é solteira (54,2%). Entre os casados, pouco mais de um terço das uniões formais ou consensuais era com cidadãos portugueses (36%).
Os brasileiros vivem majoritariamente na região metropolitana de Lisboa (57%) e formam uma das mais jovens comunidades estrangeiras em Portugal. De acordo com o Censo Populacional 2011, a idade média dos brasileiros chegava a 31 anos enquanto o conjunto da população estrangeira era de mais de 34 anos. O perfil demográfico jovem dos brasileiros contrasta com o perfil etário dos portugueses. Cerca de 20% da população lusitana tinha mais 65 anos em 2011, enquanto apenas 1% dos brasileiros estavam nessa faixa etária.
A idade avançada da população de Portugal é um problema para as contas do país. As pessoas mais idosas dependem mais da seguridade social e dos serviços públicos de saúde, o que acarreta despesas para o Estado, no momento em que a dívida pública chega a 126% do Produto Interno Bruto (PIB) e com as dificuldades do governo para baixar o déficit anual no orçamento público.
Ainda não há estatística oficial sobre o movimento migratório de brasileiros depois da crise econômica em Portugal, mas, segundo dados do Banco Central português, caiu em 35% o volume de euros enviados pelos imigrantes para o Brasil entre 2006 e o ano passado.
O dado não é conclusivo, mas pode indicar que parte dos brasileiros recenseados em 2011 já voltaram para o país de origem ou também sofrem com a diminuição dos salários ou com o desemprego que se aproxima da marca de 1 milhão de pessoas.
Segundo o INE, “as profissões mais representadas na comunidade brasileira eram trabalhador da limpeza em casas particulares, hotéis e similares (15,9%) e vendedor em lojas, com 10%. As profissões de cozinheiro, trabalhador qualificado da construção, cabeleireiro/esteticista e empregados de mesa e bar, com valores entre os 6,2% e 4,9%, integravam também o grupo das dez profissões mais representadas entre a população brasileira residente em Portugal”.
Cerca de 9,4% dos brasileiros residentes em Portugal em 2011 tinham curso superior – número menor que o dos portugueses com a mesma escolaridade, 16,6%. Os portugueses, no entanto, tem proporcionalmente mais pessoas com formação escolar inferior ao ensino fundamental (“3º ciclo” como chamam os portugueses) do que o verificado entre os imigrantes brasileiros – 40,6% e 26,2%, respectivamente. O percentual de brasileiros com nível médio (41,1%) é o dobro do assinalado para os portugueses (19,9%).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Neonazistas pedem pena de morte para imigrantes criminosos


Do Exame.com - 30/03/2013

O partido de extrema direita Aurora Dourada propõe a reintrodução da pena de morte na Grécia para aplicá-la aos imigrantes condenados por crimes violentos. Em comunicado divulgado no sábado, dia 30 de março, o partido neonazista, que conta com 18 cadeiras no Parlamento, sustenta que 'os imigrantes assassinos' transformaram o país em uma 'selva' e que o Estado é incapaz de controlá-los.
O partido pede ainda que as forças de segurança gregas sejam equipadas com armas de maior calibre. As armas militares são essenciais para combater os 'bandos armados de imigrantes criminosos', segundo o comunicado. A pena de morte foi abolida oficialmente na Grécia em 1993, mas a última execução aconteceu em 1972.
A crise econômica que afeta o país há mais de cinco anos fortaleceu este partido, que nas eleições gerais de junho do ano passado obteve 7% das cadeiras. O Aurora Dourada aproveitou a frustração dos cidadãos perante o trepidante aumento do desemprego para fustigar os imigrantes ilegais. Com regularidade, os chamados 'camisas negras' desta formação organizam caçadas contra estrangeiros.

Entre as ações recentes do partido está a criação de uma rede denominada 'Médicos com Fronteiras' que presta assistência sanitária exclusivamente a gregos com problemas econômicos. A Grécia é para muitas pessoas a porta de entrada à Europa, tanto por mar como pela fronteira com a Turquia, onde tentam driblar a cerca erguida para conter a imigração ilegal.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Papel reciclado português "floresce" depois de usado


Do Boas Notícias – 02/04/2013

A "causa ambiental" e a "preocupação com a sustentabilidade" sempre estiveram presentes no dia-a-dia de Nuno Bernardes e Mónica Oliveira. Foi com estes ideais como pano de fundo que nasceu, o ano passado, a Papel Florescente, uma empresa portuguesa que produz folhas de papel reciclado especiais: depois de usadas, podem ser semeadas e dão origem às mais variadas flores e plantas.
Se a ideia de utilizar, por exemplo, o papel de uma carta recebida pelo correio como "matéria-prima" para cultivar, em casa, folhas de chá de camomila, agrião ou cravos franceses pode parecer remota à primeira vista, está agora mais perto graças ao trabalho destes dois portugueses, com formação em Economia e Marketing, que decidiram contribuir para tornar a vida na Terra mais ecológica.
"Sempre admirámos as iniciativas que iam surgindo em prol da sustentabilidade do planeta e sempre ambicionámos poder vir, um dia, a explorar áreas ou os recursos que ele nos oferece sem grandes impactos negativos", conta Nuno Bernardes, de 35 anos, em entrevista ao Boas Notícias.
Foi por esta razão que, quando, em conversa com a sócia Mónica Oliveira, de 34, a ideia de criar folhas de papel reciclado com sementes incorporadas surgiu, ambos se entusiasmaram de imediato com a possibilidade, já utilizada em tempos passados. "A ideia era tão desafiadora, tão excitante e inovadora que era impossível não avançar", confessa o empreendedor português.
Mas, afinal, o que distingue estas folhas? Em suma, a principal novidade está na utilização das sementes, que são "aplicadas no papel na altura em que a folha está a ser produzida". A folha final é o resultado de uma folha dupla e, no meio, estão as sementes que vão dar vida ao papel que, de outra forma, acabaria no lixo, esclarece Nuno Bernardes.

Produção é "totalmente" artesanal e amiga do ambiente
A produção é feita de modo "totalmente ecológico e artesanal": primeiro, "o papel é selecionado e moído em água até formar uma pasta"; depois, "acrescenta-se ainda uma espécie de cola, desenvolvida especialmente para este papel para não ferir as sementes" e estas são inseridas entre as duas "camadas".
"De um modo geral escolhemos sementes, devidamente selecionadas e certificadas, que sejam pequenas, que facilitem o processo de impressão e que ofereçam maior garantia de germinação", explicam os responsáveis da Papel Florescente.
As folhas produzidas pela empresa "possuem uma variedade vasta de escolhas entre flores, 'gourmet' ou chás" - que permitem cultivar cravo francês, boca de leão, cosmea, chá de camomila, agrião, rúcula, salsinha, manjericão e pimenta - mas, segundo Nuno Bernardes, "as sementes maiores não podem ser utilizadas para impressão".
De qualquer das formas, garante, a empresa está sempre disponível para trabalhar "com outras sementes que sejam sugeridas pelos clientes", embora seja necessária uma análise prévia do que será possível fazer.
Para já, estas folhas de papel que "florescem" depois de usadas estão apenas à venda nas cores branca e parda, mas brevemente estará disponível a oferta "de papel com outras cores e padrões diferenciados", desvenda Nuno ao Boas Notícias.
No que toca a preços, uma folha A4, sem qualquer impressão, tem, em média, o custo de 1,90€, "independentemente da gramagem, da cor (branca ou parda) e da semente", sendo as folhas vendidas em pacotes de 10 unidades.
"Comercializamos também noutros tamanhos, como, por exemplo, A5 e A6, pelos valores de 0,95€ e 0,65€, respetivamente", adianta o empresário, acrescentando que "o preço das restantes peças varia conforme os trabalhos, formas, quantidades pedidas e impressão - simples ou dupla".
Adesão ao produto está a superar as expetativas
Embora o projeto tenha apenas arrancado em Novembro de 2012, Nuno e Mónica mostram-se satisfeitos com os resultados obtidos até ao momento, reconhecendo que "os portugueses, tanto em termos individuais como a nível empresarial, estão cada vez mais conscientes da necessidade de um mundo sustentável", estando, portanto, "bastante recetivos a este tipo de produto".
"Acreditamos que fizemos uma boa avaliação do mercado português e que existe lugar para o nosso produto", destacam os fundadores da Papel Florescente, sublinhando a existência de "um número interessante de empresas com projetos focados na área da sustentabilidade e que procuram diminuir o impacto ambiental que causam", algo que também "já é uma preocupação nos governos corporativos".
De acordo com Nuno Bernardes, "as empresas têm reconhecido a vantagem" deste "papel ecológico e artesanal como instrumento primordial, de comunicação corporativa, em termos sociais e ambientais" e as reações têm sido "mais que positivas" desde o início da comercialização destas folhas de papel com sementes.
O próximo passo será continuar "a fazer a divulgação do produto e a alertar para a necessidade da utilização de materiais sustentáveis", com o objetivo de ampliar a utilização do Papel Florescente, cujo sucesso inicial está já "bastante acima" das expetativas, concluem.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Creches noturnas oferecem alternativa para pais na Suécia


Da BBC – 25/03/2013

Famosa por sua preocupação com o bem-estar de seus cidadãos, a Suécia oferece creches que funcionam durante a noite e finais de semana para atender pais que trabalham em turnos não convencionais: a maioria funciona das 6h às 18h.
A Suécia tem um histórico de bom tratamento para pais que precisam de creches e regularmente está entre os países apontados entre os melhores do mundo para se criar os filhos. Cada criança tem seu lugar garantido em uma pré-escola pública e nenhum pai paga mais do que 3% do salário para isto. As taxas não ultrapassam 1.260 coroas suecas por mês (quase R$ 390) para os que ganham os salários mais altos do país. No país, cabe aos governos de cada uma das regiões (municipalidades) a decisão sobre o oferecimento de serviço de creches fora do horário normal.
"A Suécia começou antes de outros países em termos de aumentar (o número de) mulheres na força de trabalho e, para tornar isto possível, nós construímos o sistema de creches", disse a ministra de Gênero da Suécia, Maria Arnholm.
Maria Klyteroff, mãe, lembra que "não importa se você é rico ou pobre, ou no meio, como eu, as creches significam que todos aqui têm a chance de trabalhar".

sábado, 6 de abril de 2013

Desemprego da Eurozona bate recorde de 12% em fevereiro


Do Exame.com – 02/04/2013

O desemprego na Eurozona alcançou 12% em fevereiro, ou seja, mais de 19 milhões de pessoas estavam sem trabalho naquele mês, um recorde na história do bloco, indicou na terça-feira, dia 02 de março, o escritório de estatísticas europeu. Em um ano, o desemprego na Eurozona aumentou de 10,9% para 12%, indicou o Eurostat. Os dados são especialmente catastróficos na Espanha (26,3%) e em Portugal (17,5%). Na Grécia, o desemprego correspondente a dezembro foi de 26,4%. O desemprego também aumentou nos países ricos, como a Alemanha, de 5,3% para 5,4%, e em Luxemburgo (de 5,3% para 5,5%).
Os dados são especialmente trágicos para os mais jovens: 23,9% dos jovens estavam desempregados na Eurozona, em comparação com os 22,3% de fevereiro de 2012. Esta situação foi particularmente catastrófica na Espanha (55,7%), Portugal (38,2%) e Itália (37,8%). Na Grécia, 58,4% dos jovens com menos de 25 anos estava sem trabalho em dezembro.