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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Fukushima lança 300 ton de água radioativa por dia no mar

Do Exame.com – 07/08/2013

Tóquio - O governo do Japão informou na quarta, dia 07 de agosto, que a acidentada usina nuclear de Fukushima, epicentro da crise atômica no país, lança aproximadamente 300 toneladas de água radioativa por dia no mar.
Essa informação vem à tona depois que a operadora da usina, a Tokyo Electric Power (TEPCO), mostrasse sua preocupação pelo acumulo de água altamente contaminada nos porões dos reatores, um fato que se agrava a cada dia devido às complicações no setor.
No entanto, o Executivo advertiu que a maior parte da água contaminada lançada ao mar se limita às regiões próximas da central, cujo porto se encontra isolado do mar aberto por diversos diques de contenção da usina.
Momentos antes do anúncio, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tinha pedido ao ministro da Indústria, Toshimitsu Motegi, elaborar um plano para dar assistência à operadora de Fukushima nos trabalhos de redução do vazamento de água contaminada.
Neste sentido, em breve, o governo realizará uma solicitação de fundos do orçamento do próximo ano fiscal para ajudar a financiar um projeto que consiste no congelamento da terra ao redor do recinto para bloquear a fuga de água, informou a agência local "Kyodo".
Em linha com as informações publicadas pelo governo japonês, a TEPCO, no último dia 23 de julho, já havia admitido ter detectado pela primeira vez o vazamento de água radioativa dos porões da central ao mar, embora tenha ressaltado que a quantidade era pouca e se limitava à zona do porto em frente à central.
Neste sentido, a maior preocupação da TEPCO na atualidade é o acumulo de água contaminada no subsolo dos edifícios dos reatores, inacessíveis em sua maioria devido à alta radiação.
Diante dessa situação, o operador de Fukushima construiu umas barreiras subterrâneas nos porões e, a partir do início desta semana, começou a bombear e armazenar essa água nos mais de mil tanques contêineres levados ao complexo.
No entanto, estes contêineres já se encontram próximo ao limite de suas capacidades e, por isso, o procedimento de criar muros protetores mediante a um processo de congelamento do solo aparece como a medida mais efetiva neste momento, segundo os especialistas.
Após o acidente nuclear de Fukushima em 2011, o pior desde Chernobyl em 1986, cerca de 3,5 mil trabalhadores lutam diariamente na central japonesa para dar pôr fim a crise atômica, um trabalho que deverá se prolongar pelos próximos 30 ou 40 anos. EFE

http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/fukushima-lanca-300-ton-de-agua-radioativa-por-dia-no-mar?page=1

quarta-feira, 6 de março de 2013

Coreia do Norte diz à China que está pronta para novo teste nuclear


Do Estadão – 15/02/2013

A Coreia do Norte disse à China, sua principal aliada, que está preparada para realizar mais um ou até dois testes nucleares este ano. A Coreia do Norte realizou seu terceiro teste nuclear no dia 12 de fevereiro, passou a ser alvo de repúdio global e sofreu uma severa advertência dos Estados Unidos, que consideraram como uma ameaça e uma provocação.
Os novos testes serão realizados, segundo uma fonte do governo norte-coreano, a menos que Washington mantenha conversações com a Coreia do Norte e abandone a sua política que Pyongyang vê como tentativa de mudar o regime. A Coreia do Norte também reiterou o seu desejo de longa data para os Estados Unidos assinarem um acordo de paz final, já que o Norte continua tecnicamente em guerra com os Estados Unidos e a Coreia do Sul depois que a guerra da Coreia terminou em 1953 em uma trégua.
Números do último teste nuclear, realizado no dia 12, indicam que a explosão provocou um abalo sísmico de 4,9 pontos na escala Richter, detectado pelos serviços geológicos de vários países. Este é o terceiro teste da Coreia do Norte, desde 2006. O Norte é proibido por sanções da ONU de desenvolver tecnologia de mísseis ou nuclear depois de seus testes de 2006 e 2009. O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu após o teste nuclear desta semana “guiar o mundo a tomar uma ação firme em resposta a essas ameaças” e diplomatas no Conselho de Segurança da ONU já começaram a discutir possíveis novas sanções.
O Norte disse que o teste desta semana foi uma reação ao que disse ter sido “hostilidade dos EUA”, após o seu lançamento de foguete de dezembro. Os críticos dizem que o lançamento do foguete foi destinado a desenvolver tecnologia para um míssil balístico intercontinental.