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domingo, 1 de setembro de 2013

Mulher compra brinquedo Chinês e encontra carta de funcionário escravo pedindo socorro

Do Liberdade Econômica – 31/08/2013

Em outubro de 2012, Julie Keith, uma mãe do Oregon (EUA), enregelou-se: num pacote para Halloween “made in China” que ela comprara na loja Kmart havia uma carta escondida meticulosamente. Grafada num inglês trêmulo, a mensagem falava de um cenário de horror. O autor estava preso num campo de trabalho forçado no norte da China, trabalhando 15 horas diárias durante toda a semana sob o látego de desapiedados guardas.
Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos” – leu Julie. “Milhares de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, ficar-lhe-ão gratas para sempre”.
Entrementes, o autor – Zhang, 47 – conseguiu sair da fábrica-prisão. Como muitos outros ex-detentos, ele descreveu o universo carcerário socialista marcado por abusos estarrecedores, espancamentos frequentes e privação de sono de prisioneiros acorrentados semanas a fio em posições doloridas. A morte de colegas por suicídio ou doenças fazia parte do pão quotidiano.
Corrobora-o Chen Shenchun, 55, que passou dois anos num desses campos: “Às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”, disse.
A maioria dos escravos-operários de Masanjia foi presa por causa de sua crença. Mas o regime os mistura com prostitutas, drogados e ativistas políticos. As violências se concentram naqueles que se recusam a renegar sua fé.
Nem os responsáveis do campo de concentração, nem a Sears Holdings, dona da loja Kmart, quiseram atender pedidos de entrevista. Julie repassou a carta para um órgão governamental americano, mas a administração Obama adota uma atitude de subserviência diante das práticas inumanas chinesas. Por exemplo, um funcionário disse que o esclarecimento deste caso levaria muito tempo. O que equivale mais ou menos dizer que ele nunca será esclarecido.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Mississipi, o estado que aboliu a escravidão no século XXI


Do Exame – 21/02/2013

Os livros de história contam que a escravidão nos Estados Unidos foi abolida em 1865. 147 anos depois, o estado do Mississipi o fez. A "culpa" foi do cineasta Steven Spielberg, que com seu filme Lincoln despertou a curiosidade de alguns cidadãos do estado.
Foi o caso, por exemplo, do doutor em neurobiologia Ranjan Batra, professor da Universidade de Medicina do Mississipi, que após ver o filme se perguntou pela história da abolição da escravidão. “Após sair do cinema, comecei a investigar um pouco pela internet qual era a situação do Mississipi naquele momento”, relembra Batra à agência EFE.
Embora o Congresso americano tenha aprovado a lei (a 13º emenda), cada um dos 36 estados que formavam o país naquela época tinha que fazê-lo individualmente, e se até dois terços deles não aceitassem a abolição, ela não entraria vigor.
Em 1865, o Mississipi se negou a assinar o texto, e em 1995 tanto o Senado como sua Câmara dos Representantes locais tinham enfim aprovado aceitá-lo. No entanto, ainda faltava um último passo. “Era necessário que o secretário estadual enviasse a lei aos Arquivos Federais para confirmar sua aceitação da 13ª emenda e esse procedimento nunca chegou a ser feito”, explicou o neurobiólogo.
Com auxílio de outro professor, Batra entrou então em contato com o atual Secretário estadual do Mississipi, Delbert Hosemann, que após a advertência de ambos apresentou a documentação para a aprovação da lei, no dia 30 de janeiro de 2013. "Certamente se trata de algo simbólico, mas era necessário tirar esse asterisco do nome do Mississipi e fazer com que a rejeição de todos os estados à escravidão fosse registrada", afirmou o professor.

Trabalho degradante com imigrantes preocupa região de Americana


Da Folha – 16/02/2013

A constatação de que tem crescido a presença de latino-americanos usados em trabalhos degradantes levou a Prefeitura de Americana/SP a anunciar, no fim de janeiro, um projeto para mapear as famílias e combater a exploração. "Somente no sistema de saúde temos 90 famílias bolivianas cadastradas e percebemos que esse número vem crescendo, mas muitos vivem no anonimato e servindo como mão de obra escrava", disse o secretário de Cidadania, Valdecir Duzzi. "Precisamos resgatar a dignidade das pessoas que vivem nessas senzalas bolivianas."

O aumento da fiscalização sobre oficinas clandestinas na capital é um dos motivos para um crescimento verificado desde 2008 na presença de bolivianos na região de Americana, segundo Ivone Aranha, presidente do Núcleo de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de São Paulo, órgão da Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania. "Para fugir da fiscalização, essas oficinas de costura se espalharam pela periferia da capital e pelo interior do Estado, principalmente na região metropolitana de Campinas", afirma.