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terça-feira, 23 de abril de 2013

Usuário perde três dias por ano esperando ônibus e trem em SP


Da Folha – 03/04/2013

Os usuários do transporte público de São Paulo perdem três dias por ano apenas esperando por ônibus ou trens. É o que aponta uma pesquisa inédita realizada pelo aplicativo de celular Moovit, presente em dez países e que funciona em São Paulo desde o fim do ano passado. Para a pesquisa, foram ouvidos 300 de seus 50 mil usuários entre fevereiro e março.
Os três dias perdidos são a soma dos 20 minutos que os entrevistados gastam por dia, em média, esperando nas paradas pelos ônibus ou trens. Esse tempo representa um quarto da duração total das viagens - cerca de 1 hora e 20 minutos, em média. O dado equivale ao apurado pela própria prefeitura no ano passado, quando o tempo médio de viagem nos ônibus foi de 1 hora e 24 minutos no pico da tarde.
A pesquisa apontou também que cerca de 30% dos usuários gastam mais de duas horas em seus trajetos. Questionados sobre o que causa mais frustração no transporte público da cidade, metade dos usuários respondeu que é a superlotação. Para 25%, o maior problema é a incerteza - não saber quando o ônibus ou trem vai chegar à parada. Em terceiro lugar estão os atrasos, principal reclamação de 14% dos entrevistados. Pelo aplicativo, gratuito, os usuários podem compartilhar informações como limpeza, lotação e até o comportamento do motorista.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Estudo relaciona consumo de álcool com vítimas de trânsito e de agressão

Da Folha - 19/02/2013

Uma em cada cinco vítimas de trânsito atendidas em pronto-socorros públicos no país confirmou ter ingerido bebida alcoólica ou apresenta sinais de embriaguez. Já entre os brasileiros atendidos após episódios de agressão, esse percentual sobe para 49%.
É o que indica o estudo Viva, divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (19) com base em dados colhidos em outubro de 2011 em 71 pronto-socorros públicos distribuídos nas 27 capitais.
Ao total, o ministério avaliou a situação de 47,5 mil vítimas atendidas no SUS (Sistema Único de Saúde).
Os dados detalhados mostram que o álcool foi vinculado a 22,3% dos condutores atendidos, 21,4% dos pedestres e a 17,7% dos passageiros. Quem bebeu momentos antes do acidente ficou mais sujeito a ser hospitalizado e a morrer, aponta o estudo.
Entre os casos estudados, 56,8% dos acidentados atendidos se locomoviam em motocicletas.
Entre as vítimas de agressão, é mais alto o percentual de vinculação ao álcool: 49% das pessoas atendidas após uma agressão informaram ter ingerido bebida alcoólica ou demonstravam sinais de embriaguez.
Para o ministro Alexandre Padilha (Saúde), esse dado afasta a ideia de que o álcool está ligado apenas a quem agride.
Em ambas as situações --tanto álcool quanto agressão--, o maior número de vítimas se concentra na faixa de 20 a 39 anos.
ESCOLARIDADE
O levantamento do Viva apontou, ainda, um importante percentual de vítimas de acidentes de trânsito e de agressões com bom grau de instrução.
Segundo o ministério, 28% das vítimas de agressões e 40% das vítimas do trânsito tinham, em 2011, entre 9 e 11 anos de escolaridade.
O ministro Padilha disse acreditar que há uma tendência nos últimos anos de redução das internações por acidentes de trânsito na rede pública proporcionalmente à frota de veículos.
"São dados preliminares, mas que indicam que os Estados que apertaram a blitz em função da lei seca conseguiram uma redução no número de internações e óbitos decorrentes de acidentes no trânsito."

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1233161-estudo-relaciona-consumo-de-alcool-com-vitimas-de-transito-e-de-agressao.shtml

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Educação no trânsito reduz mortes em Londres; SP não atinge meta


Da Folha - 28/01/2013

As mortes de pedestres nas ruas da capital britânica caíram de uma média anual de 136, registrada na década de 1990, para 77 em 2011. A melhoria da sinalização é apontada como uma das principais causas da mudança, ao lado de campanhas educativas e do aumento da participação da sociedade na gestão do trânsito. Imortalizadas pelo Beatles, as faixas horizontais têm sumido das ruas mais movimentadas de Londres, dando espaço, no chão, a discretas linhas pontilhadas que mostram o lugar certo para atravessar.
Segundo o jornal "The Guardian", mais de mil faixas horizontais sumiram da paisagem britânica entre 2006 e 2010. No último ano, elas já haviam sido reduzidas a 51% do total de travessias na cidade, de acordo com a Transport for London. A mudança é aprovada por engenheiros de tráfego e representantes de entidades de defesa dos pedestres.
"Analisamos o fluxo das ruas para verificar o melhor tipo de travessia para cada uma delas", diz Kathryn King, responsável pela gestão de tráfego na região de Kensington e Chelsea.
Se Londres está apagando as faixas, em São Paulo o movimento é o contrário. Somente na gestão Gilberto Kassab (PSD), que governou São Paulo entre (2006-2012) foram pintadas ou recuperadas 20.266 faixas de pedestre - a cidade tem por volta de 80 mil delas, distribuídas nos 17 mil km de vias.
O trabalho integrou a campanha de proteção ao pedestre, lançada com a meta de reduzir as mortes em 50%. Mas, de acordo com o último balanço, com dados de janeiro até agosto, as mortes haviam caído apenas 12%.
Para especialistas, a cidade ainda não atingiu o nível dos países desenvolvidos e precisa de mais faixas. "Elas são fundamentais para a segurança. Outra questão é a visibilidade, como os pedestres podem ser vistos pelos motoristas", afirma Gordon Smith, professor da Universidade de Maryland (EUA).